Por que repito o mesmo tipo de relacionamento?
Neste post, você vai entender por que certos padrões afetivos se repetem, mesmo quando geram sofrimento, e como experiências emocionais, apego, autoestima e conflitos inconscientes podem influenciar as escolhas amorosas.
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Camila Akemi
Muitas pessoas já se perguntaram: por que eu sempre acabo em relações parecidas? Muda a pessoa, muda a história, mas o sentimento parece o mesmo, insegurança, medo de perder, frustração ou aquela sensação de estar sempre se anulando.
Nem sempre isso é uma escolha consciente. Muitas vezes, a gente se aproxima do que é familiar e o familiar nem sempre é saudável. Algumas formas de amar, de lidar com ausência ou rejeição, podem ter sido aprendidas lá atrás, e acabam se repetindo sem que a gente perceba.
Isso não significa fraqueza. Pelo contrário, geralmente mostra que existe algo mais profundo pedindo para ser olhado. Não adianta só prometer “da próxima vez vou fazer diferente”, porque nossas escolhas não são só racionais elas também vêm das nossas histórias, das nossas faltas e da forma como aprendemos a nos relacionar.
A forma como você se vê também pesa muito nisso. Quando alguém não reconhece o próprio valor, pode acabar aceitando menos do que merece, tolerando situações que machucam ou se esforçando demais para ser amado.
Outro ponto importante: nem toda intensidade é amor. Às vezes, o que parece uma conexão muito forte é só um padrão antigo se repetindo. Algo que o corpo reconhece e confunde com vínculo.
A psicanálise entra justamente aí. Não para te dizer o que fazer, mas para te ajudar a entender por que você entra, permanece e repete certos tipos de relação. Quando esses padrões começam a fazer sentido, deixam de acontecer no automático.
E isso muda tudo.
Porque repetir não significa estar condenada. Quando você começa a se escutar de verdade, abre espaço para escolher diferente, não só com o outro, mas principalmente com você mesmo.


CAMILA AKEMI I PSICANALISTA
